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Quem experimenta um elétrico, já não volta atrás

Como é que a UVE influencia o desenvolvimento da mobilidade elétrica?

A UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos foi criada no dia 6 de dezembro de 2015, como associação sem fins lucrativos, com estatutos, órgãos Sociais eleitos e personalidade jurídica, justamente para poder ter voz junto de todas as entidades envolvidas no desenvolvimento da mobilidade elétrica em Portugal, administração central, autarquias, empresas públicas e privadas, organismos de regulação e de fiscalização, fabricantes de equipamentos para o carregamento de veículos elétricos, construtores automóveis representados em Portugal, importadores e comercializadores de veículos elétricos de 2 e 4 rodas e de serviços inerentes à mobilidade elétrica, Operadores de Posto de Carregamento (OPC), Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME), Entidade Gestora da Mobilidade Elétrica (EGME). Através da experiência real e efetiva dos nossos associados, tem sido possível identificar problemas, disfunções e, fundamental, apresentar sugestões, propostas e soluções no sentido de melhorar a informação, os serviços e acelerar a eletrificação dos transportes, a transição energética e a criação de um modelo de desenvolvimento sustentável baseado nas energias renováveis.

 

Quais são as atuais e principais exigências dos utilizadores de veículos elétricos?

Podemos identificar três exigências fundamentais:

  • Simplificação de todo o processo de certificação e homologação dos equipamentos e das instalações para o carregamento dos veículos elétricos, assim como da aprovação de projetos pelas autoridades competentes, para acelerar a instalação de uma Rede Nacional de Carregamento para Veículos Elétricos, com mais postos, com maior potência e abrangendo todo o território nacional;
  • Políticas públicas de Incentivo à Aquisição de Veículos Elétricos, quer sejam públicos ou privados, particulares ou coletivos, de passageiros e de mercadorias, de mobilidade suave e partilhada, mas também Incentivos à aquisição de carregadores domésticos e à conversão de veículos com motores de combustão interna, em veículos elétricos;
  • Maior oferta, mais modelos abrangendo todos os segmentos, com mais autonomia, ainda mais eficientes e mais económicos.

 

Como tem evoluído o mercado? Na sua opinião os construtores estão com um bom ritmo na introdução de novos modelos? A mobilidade elétrica abre espaço para novas marcas?

Todos o podemos confirmar quer nos anúncios na comunicação social, quer nos enormes placards públicos a anunciar novos modelos eletrificados já disponíveis no mercado. Os fabricantes aceleram a eletrificação das suas gamas e a diversificação dos modelos elétricos, com mais autonomia, abrangendo todas as gamas e segmentos, e cada vez mais próximos do preço de venda de um veículo com motor de combustão interna equivalente, altamente poluente. Durante os ENVE – Encontro Nacional de Veículos Elétricos, organizados anualmente pela UVE, temos registado um aumento significativo do número de marcas e de expositores presentes e o crescimento exponencial dos testes drives realizados. Em Portugal a quota de mercado dos Veículos Elétricos (BEV+PHEV – 100% elétricos e híbridos plug-in) cifra-se nos 15.8% desde o início do ano de 2021 e nos 18.2% no passado mês de julho, números muito encorajadores para que em mais um ano sejam batidos todos os recordes de vendas de veículos elétricos em Portugal. Em 2020 Portugal ocupava o 5º lugar na União Europeia e o 8º lugar a nível europeu e mundial, na quota das vendas de veículos elétricos.

A mobilidade elétrica permite a entrada de novas marcas, pela sua inovação, pelo seu grande avanço tecnológico. A mais icónica de todas, a Tesla, conseguiu uma implantação meteórica, dado a grande flexibilidade de apresentar produtos absolutamente inovadores sem o peso, o lastro, das grandes linhas de montagem de motores de combustão interna, de caixas de velocidade, de transmissões, etc. Existe espaço e creio que irá acontecer no futuro com outras marcas.

 

Nos anos iniciais da mobilidade elétrica, o preço e a autonomia (range anxiety) eram fatores bloqueantes na escolha de um veículo elétrico. Estes bloqueadores estão ultrapassados? Quais os desafios atuais que ainda existem para que a mobilidade elétrica avance mais rápido?

Inicialmente a autonomia e o preço foram de facto fatores que impediram uma penetração mais rápida da mobilidade elétrica. Por um lado a autonomia, ou o alcance melhor definido, de um veículo elétrico era uma dificuldade, não só pela falta dessa autonomia/alcance, como também pela falta de uma Rede Pública de Carregamento universal, com capilaridade, com Estações com múltiplos carregadores (HUB), com potências cada vez mais elevadas que reduzem o tempo de carregamento, e de fácil e rápida utilização, por outro lado o preço de venda dos veículos elétricos tem vindo a reduzir-se e a aproximar-se cada vez mais do preço de venda de um veículo com motor de combustão interna equivalente, do mesmo segmento, o que em conjunto com um custo de utilização muito mais baixo, vai fazer com que em muito pouco tempo o veículo elétrico tenha um custo total de operação mais atrativo e económico.

No momento atual é a expansão da Rede Nacional de Carregamento, a simplificação e a regulamentação para a instalação de carregadores domésticos, especialmente nos condomínios, a informação, mais e melhor informação e a destruição dos mitos ainda existentes, que vão fazer acelerar ainda mais a utilização e a generalização dos veículos elétricos.

 

Que conselho oferece para quem quer comprar um veículo elétrico pela primeira vez?

São múltiplos os fatores na hora de tomar a decisão de adquirir um veículo elétrico: o uso que se lhe vai dar, os trajetos do dia-a-dia, a possibilidade de carregar na própria casa ou no local de trabalho, a composição da família, etc. Não existem automóveis elétricos bons ou maus, tudo depende do que cada um necessita e pretende, bem como das suas possibilidades, no entanto já existe uma oferta significativa de veículos elétricos usados que permitem a adesão à mobilidade elétrica a muitos mais cidadãos. Hoje a oferta já cobre praticamente todas as necessidades, em termos de segmentação, modelos, autonomia, preço, utilização, ligeiros ou de mercadorias. Quem estiver a pensar em adquirir um veículo elétrico hoje, e deve fazê-lo quanto antes para bem do ambiente, do futuro dos seus filhos e da sua própria carteira, deve realizar um teste drive de maior duração para comprovar pela sua própria experiência que os mitos são isso mesmo: mitos que a realidade tem-se encarregado de desmontar e desfazer. Para ajudar na decisão aqui fica um quadro comparativo do custo para percorrer 100 km num automóvel com motor a gasolina, a gasóleo ou com motor elétrico:

Experimente, primeiro estranha-se, depois entranha-se!

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Presidente da UVE

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