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Para termos eficiência energética, é preciso digitalizar

Artigo publicado no Dinheiro Vivo.

Pedir aos meus filhos para apagarem as luzes quando não necessitam ou tomarem banhos mais curtos, tem sido uma constante cá em casa. Aos poucos a insistência começa a dar frutos. Acredito que estas pequenas ações resultem em alguma poupança  mas acima de tudo estou a sensibilizar uma nova geração para a necessidade de gerir melhor os recursos do planeta.

Nas empresas estamos a assistir a um movimento semelhante, muito se tem falado de sustentabilidade e  transição energética.  O uso de energia é intrínseco a toda a atividade humana e é cada vez maior a consciência da necessidade de usar fontes de energia renovável, que permitam uma redução gradual de impactos ambientais e financeiros. Mas a transição energética é mais que uma troca de fontes de energia, é acima de tudo uma mudança cultural e a cultura, é o mais difícil de mudar.

Ocorre-me um exemplo que acompanhei no sector do retalho. Uma cadeia de lojas que após medidas de sensibilização para a redução de consumos energéticos, chegou à conclusão que a sensibilização é importante mas que deve ser reforçada com a implementação de regras e automatismos num sistemas de gestão de energia.

Esta cadeia retalhista focou-se em dois elementos que representavam a maior parte dos custos : climatização e iluminação. Na parte da climatização, a disparidade de configurações entre lojas, nos parâmetros de temperatura de conforto e horário de funcionamento , era grande. Com a implementação de regras automáticas foi possível uniformizar os setpoints (temperatura de conforto), horário de funcionamento e introduzir gestão inteligente para regular a necessidade de ar quente e frio conforme a estação do ano. Com estas alterações, a climatização é gerida de forma uniforme e com menor manutenção pois o sistema está configurado para trabalhar de forma eficiente.

Na componente da iluminação, embora pareça uma temática simples, existem particularidades que ao serem encaradas com uma gestão eficiente, pode trazer muita poupança. A instalação de iluminação LED é importante mas é necessário ir mais longe, como por exemplo automatizar a regulação do fluxo de iluminação, tendo em conta os vários períodos do dia. No fluxo de iluminação também devemos considerar se estamos perante um dia com mais iluminação natural ou mais sombreado. Uma boa configuração dos sensores e do sistema, faz esta gestão de forma automática.

É igualmente importante perceber que uma loja tem diferentes espaços e que a necessidade de iluminação é diferente conforme o local : temos o espaço de loja, o escritório, o armazém, as casas de banho. São espaços diferentes e a iluminação deve estar parametrizada para dar resposta às características do espaço. Um bom sistema de regras e de gestão também equaciona os diferentes períodos de utilização da loja. À noite a loja está fechada ao publico mas continua a ter outro tipo de necessidades : a equipa de segurança, a equipa de limpeza, as equipas de reposição. Um sistema que faça uma gestão eficiente da iluminação e que defina regras para todos estes cenários, traz muita poupança.

Com o levantamento de regras para as diferentes lojas, focando nestas duas componentes climatização e iluminação e consequente gestão através de um sistema de gestão de energia, vai trazer poupanças na ordem dos 10% dos custos operacionais energéticos.

A escalada do preço da energia veio reforçar a necessidade de medidas de eficiência e gestão de energia, que ao serem implementadas contribuem para poupança económica e ecológica. A digitalização é essencial, estas medidas têm de ser configuradas e geridas de forma automática.

Sensibilizar para desligar luzes ou ares condicionados só resulta cá em casa e mesmo assim, não é todos os dias.

Marketing & Communication Director

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