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Já que se vai mexer no telhado de fibrocimento…

Recentemente estava a preparar uma apresentação sobre a “remoção de coberturas em fibrocimento (amianto) com substituição por centrais fotovoltaicas” e queria fundamentar com exemplos concretos de projetos. Dos vários que acompanhei, selecionei a intervenção efetuada numa empresa de Borba, a Magratex. Um negócio de mármores e granitos, muito virado para a exportação. A foto aérea da fábrica com a central fotovoltaica em destaque, cria um padrão curioso, pois os painéis misturam-se com os enormes blocos de pedra. Não deixa de ser curioso, unir numa imagem, dois momentos da história da humanidade, a idade da pedra e da energia limpa.

Para criar o contraste entre o antes e o depois da intervenção, tive que procurar no banco de imagens, fotos da fábrica original com a cobertura em fibrocimento. É difícil acreditar que estamos perante o mesmo edifício. A cobertura original é cinzenta, desgastada e suja com as marcas do tempo, configurando um ar de “barracão” à fábrica. Que transformação!

O fibrocimento foi muito utilizado nos anos 60, 70 e 80 na construção civil, o seu sucesso deveu-se à simplicidade de fabrico, enorme versatilidade e baixo preço. É facilmente moldável, e daí a sua utilização nas placas para coberturas em construções que não exigiam uma estética apurada. As placas de fibrocimento passaram a substituir com frequência as tradicionais telhas, que eram muito mais caras e difíceis de montar.

A partir dos anos 90 começaram a surgir alertas sobre os perigos do amianto e a partir daí deixou de ser utilizado. Os perigos do fibrocimento não consistem no material em si, mas sim nas partículas que liberta quando começa a degradar-se ou quando é removido sem os necessários cuidados.

Sendo o amianto um potencial fator de risco para a saúde pública abre-se uma excelente oportunidade para as empresas efetuarem a sua remoção, aproveitando para o substituir por uma nova cobertura com painéis solares. Estamos a falar de uma oportunidade com um triplo benefício direto, elimina-se um fator de risco; reduz-se a fatura de energia com a produção local de energia solar e reduzem-se as emissões de CO2, com a utilização de energia limpa e sustentável, numa percentagem significativa dos consumos energéticos.

Mas existem outros benefícios indiretos, como a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores, que somada à eliminação do fator de risco, passam a usufruir de iluminação natural no interior da unidade fabril. E o mais importante de todos, para empresas exportadoras ou que tencionam exportar, esta mudança é diferenciadora. Existe uma crescente sensibilidade atribuída por mercados desenvolvidos, nomeadamente os europeus e americanos, a temas ligados à sustentabilidade, seja na utilização de recursos de fonte limpa ou à implementação e controlo de medidas ambientais. A sustentabilidade é um fator competitivo crescente.

A substituição da cobertura de fibrocimento por produção solar, não tem necessariamente de ser um custo para as empresas, que dessa forma teriam de desviar capital das suas atividades core. Empresas como a Helexia desenvolvem projetos chave na mão com investimento incluído. Da minha experiência, os projetos desenvolvidos com substituição de cobertura de fibrocimento representam 3,6MWp de potência instalada, 4,6GWh/ano de energia produzida, 2084 Ton CO2/ano evitado, o equivalente a plantar 53 400 árvores /ano.

Já que se vai mexer no telhado, que se junte economia com ecologia, para benefício da empresa e do planeta.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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Marketing & Communication Director na Helexia

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