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Helexia Portugal prevê quase triplicar faturação este ano

Notícia publicada no Jornal Económico

 

Empresa que fornece soluções para energias renováveis e eficiência energética fez a sua primeira aquisição em Portugal e quer ultrapassar os 11 milhões de euros de faturação este ano.

A empresa do sector das energias renováveis Helexia Portugal fez a sua primeira aquisição no mercado português, ficando com 60% do capital da Ewen Energy, aumentado a carteira de serviços que disponibiliza e reforçando a capacidade de inovação. O objetivo para este ano é quase triplicar a faturação, para 11 milhões de euros.

A Helexia é uma subsidiária do grupo francês Voltalia, opera em Portugal desde 2016 e está presente “em toda a cadeia de valor dos projetos [de energia renovável], desde o desenvolvimento, construção, operação, manutenção e no financiamento”. A Ewen Energy, fundada em 2004, fornece serviços, nomeadamente de eficiência e gestão de energia.

“Com esta aquisição, a Helexia pretende acelerar quer a sua capacidade técnica, quer a capacidade de resposta às necessidades crescentes das empresas, que sentem cada vez mais o impacto económico do custo de energia na sua atividade e balanço”, explica ao Jornal Económico (JE) o Country Director da empresa, Luís Pinho.

“A adição da experiência e conhecimento técnico que a equipa da Ewen aporta à equipa da Helexia permitirá alavancar toda a atividade de consultoria, aconselhamento, identificação, desenho e implementação de soluções mais eficientes, que permitam aos seus clientes serem agentes ativos da transição energética e descarbonização”, aponta Pinho.

Esta foi a primeira aquisição da Helexia em Portugal, que continuará a privilegiar o crescimento orgânico, mas mantendo-se atenta a oportunidades. “Temos uma cultura forte e muito própria de equipa, de colaboração, de crescimento – quer do negócio, quer também do crescimento profissional das nossas pessoas – e por isso somos muito exigentes e criteriosos em processos de aquisição. No caso da Ewen, encontramos uma equipa que bebe da mesma inspiração que nós, que acredita profundamente no propósito do que fazemos e isso fez com que este fosse um match perfeito. Tendo dito isto, sim, admitimos poder considerar outras aquisições, mas sempre, e só, quando encontrarmos este tipo de sinergias que conseguem de forma inequívoca privilegiar as pessoas, as nossas pessoas, e um total alinhamento no propósito do que fazemos”, afirma Luís Pinho.

A Helexia tem como objetivo duplicar a atividade, anualmente, em cada um dos próximos três anos. A pandemia afetou a capacidade de crescimento. Mas também mostrou capacidade de adaptação. “Conseguimos de forma ágil adaptarmo-nos à nova realidade. Somos uma empresa recente e em franco crescimento, por isso dizer que duplicamos atividade a cada ano, é um pouco redutor. Ainda assim, foi particularmente exigente mantermos o crescimento, recrutar novas pessoas e fazer os processos de integração, com muito menos interação pessoal do que gostaríamos”, refere Luís Pinho.

Este ano, com a aceleração do crescimento económico e com a aquisição da Ewen Energy, o passo estugou e a estimativa é de a faturação quase triplicar. “Fechamos o ano de 2021 ligeiramente acima dos quatro milhões de euros e estimamos fechar 2022 acima dos 11 milhões”, diz o responsável.

Além de Portugal, a Helexia está presente em França, Itália, Bélgica, Espanha, Brasil e Marrocos. Participou nos projetos de “mais de 240 centrais fotovoltaicas em coberturas e parkings, num total de mais de 55 MWp e 140 milhões de euros de investimento”.

Atualmente, no autoconsumo solar tem uma potência acumulada de 18,3 MWp que produz 34 GWh de energia limpa, permitindo poupanças de 1,1 milhões de euros para os seus clientes e evitar 16 mil toneladas de CO2. Em construção e em carteira estão mais de 30 MW para juntar ao portfólio existente.

O processo de aquisição de 60% na Ewen Energia foi assessorado pela sociedade de advogados PLMJ.

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