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Autoconsumo fotovoltaico é fonte de competitividade para as empresas em Portugal

Talvez a medida mais popular de redução de custos com energia entre as empresas seja a instalação de uma central fotovoltaica para produção de energia renovável, devido ao enquadramento legal favorável ao autoconsumo e à disponibilidade anual média de radiação solar global no território entre 1572 e 1987 kWh/m2.

Para comparação, cidades como Munique ou Paris têm radiação na ordem dos 1150 kWh/m2, menos 35% do que Lisboa.

Em dezembro de 2020, a potência instalada das centrais descentralizadas de fonte fotovoltaica era de 494MW, um valor que se estima atingir cerca de 3GW durante a próxima década impulsionado por investimento próprio e por financiamento especializado.

 

Se por um lado, Portugal tem uma posição geográfica desfavorável face aos maiores mercados de exportação (exportações Intra EU representaram 76.8% das exportações em 2019), por outro tem fontes de energia endógenas renováveis, como a solar, a eólica e a biomassa.

 

Para melhor compreender o potencial de utilização de energia gerada através de painéis fotovoltaicos em regime de autoconsumo, destacam-se três setores cujas exportações de bens representam uma percentagem relevante do volume de negócios setorial.

Para estes setores apresenta-se a energia gerada localmente assim como o potencial estimado para autoconsumo de cada setor, considerando os padrões específicos de consumo de energia elétrica e a dimensão das unidades industriais.

Os dados apresentados são relativos a 2019.

 

Baseada em projetos de clientes e análise de mercado, a Helexia estima um potencial superior a 10% de energia elétrica consumida proveniente de autoconsumo para cada um dos setores, o que corresponderia a 730.8 GWh gerados a partir de fonte renovável (4.3% do consumo de energia elétrica na indústria).

No entanto, o impacto da geração de energia elétrica em autoconsumo é distinto para cada um dos setores considerados.

A análise aos projetos estudados pela Helexia permite concluir que as empresas podem aumentar o EBIT em 2 pontos com a introdução de energia renovável descentralizada.

Além da componente económica, as empresas podem beneficiar da redução das emissões de gases com efeito de estufa, o que confere uma vantagem competitiva ao exportar para mercados sofisticados.

E as marcas podem comunicar ações e conteúdos que suportam os seus valores, de forma a endereçar as preocupações das gerações com maior sensibilidade para a gestão sustentável de recursos.

A transição para energia renovável em regime de autoconsumo pode fazer-se sem custos adicionais, pois existem diversas empresas com modelos de negócio cujo investimento é suportado pelas poupanças geradas ao longo de um período tipicamente de 15 anos.

 

# Artigo publicado na revista Aspetos da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa

Sales & Strategist Advisor - Helexia Portugal

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