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A transição energética é fator de competitividade para a internacionalização?

Com o aumento da concorrência e do ritmo de inovação, a internacionalização é extremamente importante para a maioria das empresas portuguesas. A internacionalização exige que a empresa reúna competências únicas, que a possibilitem diferenciar-se e serem competitivas num mercado global. A indústria portuguesa enfrenta tradicionalmente uma série de desafios, somos um mercado pequeno e periférico, a competir em grandes mercados com grandes empresas e isso exige que se consiga colocar lá fora produtos a preço competitivo, mas ao mesmo tempo com um valor agregado que os diferencie dos restantes produtos.

Olhando para a estrutura de custos, um peso bastante representativo é ocupado pelo custo da energia, principalmente em setores industriais. Ora, a eficiência e gestão minuciosa da energia, que alie produção de energia renovável, redução dos consumos/desperdício de energia, traz eficiência produtiva que permite obter elevados níveis de performance, com preços que permitem competir nos mercados internacionais.

Falar de energia também é falar de digitalização pois para atuar em processos de eficiência e economia de energia, a digitalização é incontornável. Para tornar os processos produtivos ou edifícios/instalações, mais eficientes, é crucial perceber de que forma a energia é utilizada – entenda-se por energia, todo o mix de eletricidade, água, gás. A sensorização de equipamentos, processamento, recolha e análise de dados, são procedimentos necessários para identificar as ineficiências e, consequentemente, as medidas necessárias para reduzir desperdício, ganhando competitividade sem, no entanto, perder produtividade e conforto.

A transição energética e a digitalização são uma enorme oportunidade para as empresas e tem de ser encarado como prioritário. Com a transição energética, as empresas podem produzir energia local para autoconsumo, com a digitalização podem recolher e interpretar dados que permita atuar e tornar mais eficiente a utilização de energia no processo produtivo.

Vivemos tempos fantásticos em que existe condições, vontade de mudar e tecnologia disponível que permite realizar essa mudança. Temos de acelerar a transição que já começou e que não vai parar.

À medida que a transição acelera, as empresas com estratégias de longo prazo bem articuladas e um claro plano para abordar a transição irão distinguir-se nos seus stakeholders – clientes, colaboradores e acionistas – ao inspirarem confiança de que irão navegar esta transformação global e que existem para agregar valor.

Sim, a energia é essencial para competirmos nos mercados internacionais.

 

FONTE: Dinheiro Vivo

Marketing & Communication Director na Helexia

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